sábado, 2 de agosto de 2014

Dama de branco


Dedos abeis
dedilhando delicadamente as teclas;
Os sinos tocam,
Os corvos grunhem.

A igreja se abre, 
Negra e alva;
Transparente e visível,
A bela dama de branco.

O sorriso tão malévolo 
Quanto o vento que a devorava.
De onde ela vinha?
Possivelmente de alguma cabana.

Onde ficava esta Cabana? 
Em algum lugar perto do vazio;
O vazio tão sombrio quanto a dama.
A bela dama que olhava a praça.

As noites sem a luz da lua;
As mais sombrias e fúnebres.
Com neblinas densas,
Que apareciam e desapareciam.

A face medonha se formava;
Gemidos estranhos eram escutados;
As corretes a acompanhava.
A bela Dama de Branco.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pessoinha do blog