-Pedidos, não?
Desejos, não?
Sonhos, não?
O que você quer me dizer?
-As vezes os mais próximos de nós...
são os que mais nos decepcionam...
Os que mais nos entristecem...
-O que quer?
O que você sempre pediu, e não recebeu?
O que sonhou?
-Como vou saber...
Se nem ao menos quis descobrir...
Sou estranhamente inquieto.
Sou estranhamente irritante.
Sou estranhamente eu.
Sou estranhamente repugnante;
como muitos dizem por ai.
-Livros?
-Li vários...
-Escreveu?
-Pequenos textos.
-E hoje?
-Eu sou eu.
-Ainda?
-Sim...
-Porque?
-Não sei.
-Teve vontade de simplesmente sucumbir...
As palavras que o atraem?
-Talvez.
-Você não pensa antes de responder?
-Sim.
-Porque sempre fala de maneira direta?
-Pois assim guardo informações.
-Informações...
Louco... problemático... cortador de pulsos.
-Eu? posso até ser, mas depois de tudo o que eu vivi...
Você também seria idem a mim.

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