A noite sombria a cercava,
ela estava com medo,
tremula, e bamba,
mas seu cachorro havia entrado
na floresta,
pelo menos era isso que ela pensava,
ele estava escondido,
controlando a visão da bela jovem,
que tentava passar pelos galhos finos,
e não deixar seus pés
afundarem por completo na neve.
"É uma alucinação",
dizia sua intuição,
"É apenas seu cão, vá atras dele",
dizia a razão,
como sempre teimosa,
a razão venceu,
com medo e sozinha na calada da noite,
em uma floresta no final de sua rua,
ela tremia de frio e medo,
tinha medo de perder seu cão,
e medo de se perder.
Com os olhos vidrados na lua,
com que a jovem se aproximasse,
cada vez mais, e era como se ela fosse um imã,
que precisava se prender a algo,
e o algo, era ele, o que a fizera ter visões, e sonhos estranhos.
Com o corpo mais leve, e disposto a correr,
aumentou a velocidade, escutando os passos frenéticos de seu cão.
"Volte aqui", resmungou ela, mas o cão não obedeceu.
Com raiva parou de correr,
mas já era tarde, já estava perto o suficiente,
perto daquele que a queria morta,
perto do seu fim.
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