sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Perto do fim


A noite sombria a cercava,
ela estava com medo,
tremula, e bamba,
mas seu cachorro havia entrado 
na floresta,
pelo menos era isso que ela pensava,
ele estava escondido, 
controlando a visão da bela jovem,
que tentava passar pelos galhos finos,
e não deixar seus pés
afundarem por completo na neve.

"É uma alucinação",
dizia sua intuição,
"É apenas seu cão, vá atras dele",
dizia a razão, 
como sempre teimosa, 
a razão venceu, 
com medo e sozinha na calada da noite,
em uma floresta no final de sua rua,
ela tremia de frio e medo,
tinha medo de perder seu cão,
e medo de se perder.

Com os olhos vidrados na lua, 
com que a jovem se aproximasse, 
cada vez mais, e era como se ela fosse um imã,
que precisava se prender a algo,
e o algo, era ele, o que a fizera ter visões, e sonhos estranhos.
Com o corpo mais leve, e disposto a correr,
aumentou a velocidade, escutando os passos frenéticos de seu cão.
"Volte aqui", resmungou ela, mas o cão não obedeceu.

Com raiva parou de correr, 
mas já era tarde, já estava perto o suficiente,
perto daquele que a queria morta,
perto do seu fim.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Em meu casulo



Em meu casulo,
encolhida no meu canto,
perdida em pensamentos,
e escondida de todos,
fico calma e tranquila,
viajando em meu mundo.

Queria ficar nele por mais tempo,
mas nunca consigo, 
não o tanto que eu quero,
você me chama,
e me incomoda,
não tem nada de útil a me dizer,
mas sempre me chama,
me balança e me abala com suas palavras, 
sem sentido algum em minha vida.

Como facas destruindo meu escudo,
como agulhas me perfurando,
e me machucando,
sempre que tento lhe dizer o que sinto, 
você me ignora, e ainda quer que
eu fique feliz, quando estou com você.

Não te respeito,
sinto medo,
não te amo,
eu gosto de sua companhia,
quando esta calmo, e silencioso.
Me transmitindo segurança.

Mas não consigo me expressar em 
sua presença, você nunca me entende e não vai entender,
com sua atitude "madura" de mais,
para que eu possa decifrar.

Fechando os olhos,
tento me acalmar,
me lembrando,
de tudo o que você me fez passar,
antes que você me chame oura vez,
para me machucar.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Leve meu coração



Como se fosse possível, 
eu estar mais próxima de você,
sermos um todo,
termos somente um corpo,
mas dividirmos o coração,
entre a emoção e a razão,
sempre achei que amar seria fácil.
Que tudo seria.

Meu corpo pedia o seu,
meu coração estava em suas mãos,
não sei o que me ocorreu,
no melhor momento,
pensei que entregá-lo para você,
em uma caixa de papelão seria pouco,
e que em uma caixa de vidro seria muito.

Quando você se despediu de mim
daquela maneira.
Quando você me beijou,
quando nos abraçamos, e você se foi.
O levou em seu bolso,
um pequeno coração,
com uma chave que o abria,
eu somente teria espaço para uma pessoa...
Para você, para seu mundo, para sermos um todo.

Quando você o pegou em seu bolso,
eu senti,
e quando passou seus dedos sobre ele,
os passou sobre mim, e com toda certeza você deve ter escutado,
a meia noite, enquanto dormia, as minhas palavras quando
você se foi...
"Leve meu coração"

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Por ela, para ela


A tempestade caia por cima do moreno,
que caminhava com dificuldade, 
voltando completamente ensopado 
para casa.
Perdera a chance de sua vida.

Nunca mais tocaria outra vez,
nunca mais iria compor,
não pegaria em seus instrumentos,
enquanto ela não voltasse.

Sua amada, sim...
A garota que sempre o ajudou, e o inspirou, 
em tudo,  e que naquele momento
havia partido.
Entrando dentro de um avião,
que não sabia para onde ia.

Ela fugiu, largou sua felicidade pra trás,
tudo por um pedido, de seus pais.
"Largue este garoto, se não o largar,
vamos ir te buscar, e não gostará
nada quando chegarmos ai."
Uma ameaça por telefone.

Ela chorou o trajeto inteiro de sua volta,
e ele sentou em seu sofá e olhou para 
uma foto dos dois,
o sorriso deslumbrante dela.
E o que sempre lhe dizia:
"Nunca desista de seus sonhos.
Você será alguém, eu sei disso!"

Sempre ao seu lado.
Mas agora?
Ele continuaria ou não esta caminhada?
Continuaria por ela?
Ou pararia, desistiria?
Não! Ia continuar, e não iria descansar até
que a encontrasse.

Iria em frente por amor, 
por ela, nem que demorasse a reencontrá-la.
Para ela, nem que fosse a ultima coisa que fizesse.

"Seus olhos, seu mundo, meu mundo"


Ela o encarava distante,
sentada sobre a grama seca do jardim,
 encarava sua silhueta se formar,
vindo até ela, andando lentamente.

Um sorriso fraco desapareceu,
se sentia em perigo perto dele,
não queria estar ali, não naquele momento,
fechou os olhos e tentou se controlar.
Mas seu coração a condenou,
disparando rapidamente,
sua respiração entrecortada, 
e o suor molhando a palma de suas mãos.

Ele sorriu ao perceber isso,
e sentou-se ao lado da bela garota,
de cabelos lisos e olhos  de um tom deslumbrante.
Isso fez com que a pequena se sentisse,
tonta e embriagada pela tal presença.

"Amor imortal?"
Disse a voz da garota meio rouca.
"Não, imortal não é bem a palavra."
Se sentindo um pouco desconcertada a garota se afastou.
"Então qual é?"
Disse o encarando de lado.
"Seus olhos, seu mundo, nosso mundo."

"Não quero ser um mostro."
 Disse ao sentir os lábios do rapaz em seu pescoço,
frágil e pálido como ela.
"Não será um mostro, 
será a melhor criatura que já habitou as terras."
E perfurou a pele da garota.

A última porta



Olhando para o teto de meu quarto,
cinza desbotado, descascando, 
coberta por lençóis finos,
com meu corpo pesado,
pensava seriamente em me levantar.

"Porque não se levanta?"
Eu me perguntava.
"Ande, ele te espera! Vá atrás dele!"
Disse a mim mesma animada,
mas uma culpa imensa me prendia ali.
Como poderia querer alcançá-lo? 

Todos me disseram que não conseguiria,
porque agora?
Porque eu?
Devo mesmo seguir em frente, ou
olhar para os lados e ver...
novas chances de vida?
Não! Quero ir até ele, mesmo que demore.

Com dificuldade me levantei da cama fria,
olhei para o quarto com poucos móveis,
Sim! Vou atrás dele,
nem que demore a vida inteira.
Não vou desistir.

Passei pela porta, velha de meu quarto,
e observei atentamente o corredor
que se surgia,
longo, escuro e úmido,
com portas trancadas, e algumas entreabertas,
caminhando devagar, evitando possas de água.

Uma parede me chamou a atenção,
feita de pedras,
com uma pequena parede velha, e enferrujada, 
como a de meu quarto,
esta era mais velha, e feita de madeira, 
pequena e com uma tranca simples.

É esta, esta é a minha porta,
este é meu caminho,
me abaixei sujando ainda mais minhas roupas 
surradas, e gastas.
Me ajoelhei sujando meus joelhos,
de musgo, que indicada que a porta estava molhada,
abri a tranca e uma luz forte quase me segou.

A luz dos meus sonhos, 
o caminho que eu deveria seguir esta ali, ele.
O que tentei evitar.
Sim! Vou entrar.


domingo, 12 de janeiro de 2014

Mais visitas


 A pequena garota,
corria no meio das plantas,
andava, girava, e pulava, com seu novo vestido.
De uma cor viva e chamativa,
com seus cabelos voando,
ela cantarolava músicas infantis,
que só ela sabia.

Inventava outras línguas,
e as vezes dava pequenos agudos, 
com sua voz fina,
sorria sempre que caia,
pra ela não tinha tempo ruim.

Para as crianças nunca têm tempo ruim,
por isso temos que ser como elas,
no máximo de tempo possível.

Continuava a correr,
sorriu ao ver seus pés sujos de terra,
a grama encostava em sua cintura,
e ela sorria feito boba,
deu pulos, e saltou de alegria.
Ao ver que recebia mais uma visita...


Mudanças do amor


O tempo,
ah sim, este mesmo.
Se passava devagar,
ela respirava pesadamente,
olhando para o vazio.

Sentada em uma cadeira de balanço,
o vento levava seus cabelos para trás,
como um toque simples e singelo.

Forçou a se levantar, 
 com a pele enrugada no canto da boca,
mostrando um sorriso,
um suspiro saiu de seus lábios,
ela o viu, sim ela o viu.

Como nada tivesse acontecido,
como se ele não houvesse falecido.
Ele caminhou em sua direção,
e um vento forte se passou,
como se nada tivesse mudado,
como se a vida fosse como antes,
o sorriso mudou.

E o lugar antes lúgubre,
virara uma clareira, no meio de uma floresta,
caminhando com dificuldade,
lentamente se aproximou de seu amor.

Não vou cair outra vez


Sempre tentado ser forte,
sempre tentando lutar,
sempre tentando se levantar,
SEMPRE, SEMPRE...
a mesma palavra ecoava em seus ouvidos.

Tentava esquecer aquele que a deixou,
na escuridão da noite,
ela tentara fugir, 
para ir ao seu encontro,
mas não dera certo, ela falhou.

Tentou se manter firme,
tentou correr o risco,
tentou matar ao menos uma vez,
mas falhou!

"Mantenha-se de pé"
uma voz que conhecia bem, lhe dizia.
"Não desista. Nunca!"
a voz repetia sempre que ela se sentia  cabisbaixa.
"Eu te amo, não se esqueça"

Mas ela sabia, que esta voz, 
era fruto de sua imaginação,
fértil e ingênua.
Mas nunca vai se deixar abalar,
 não de novo.

Ele, Ela, Os dois


ELE
Os olhos negros,
a pele pálida,
o corpo alto e esguio,
cabelos bagunçados e revoltos.

ELA
Sorriso fraco,
olhos verdes,
pele morena,
alta e magra demais,
cabelos ondulados e caindo
como ondas em suas costas.

OS DOIS
Sentados, observando a noite.
A lua estava no alto,
com os dedos entrelaçados, 
juras de amor sussurradas.
Um abraço apertado, como o de uma despedida.
Um Adeus silencioso.
Era assim...
Ele, Ela, Os dois.

Nem sempre os anjos ficam


Com os cabelos molhados,
olhava para fora da janela,
seu quarto bagunçado,
mostrava que não se importava
com mais nada,
desde que a perdera.

A viu sorrir tantas vezes, 
a viu correr e dizer que se sentia presa.
Mas ele nunca foi capaz de entender, 
ela nunca fora mesmo deste mundo,
ela sempre pertencera aos céus.

Só estava ali, para protegê-lo,
ele nunca acreditou que ela iria deixá-lo.
E que ele sofreria tanto.
Ela era um arcanjo,
e ele um humano, 
este amor não os levaria a nada.

Ela era proibida de amar, 
e ele foi avisado deste sentimento,
da força que ela irradiava de seu corpo,
e que ele se sentiria atraído,
mas tinha medo de que quando ela se fosse, 
nunca mais voltaria.

E foi isso que aconteceu... seu anjo se foi.
Ele tentou impedir, sua volta aos céus.
Mas nunca fora forte o bastante para enfrentá-la.
 Ele ainda se lembrava, de que correu até ela,
que a chuva forte começava a cair.
Viu suas asas negras se abrirem,
e o corpo de sua amada,
desaparecer.

Nem sempre os anjos ficam.

Fugitiva da vida


Caminhando sobre a grama,
o cheiro de terra molhada,
e pequenas gostas caiam das folhas
do pinheiro,
uma floresta escura,
mas deslumbrante.

Chamava a atenção da garota,
que sem olhar pra trás,
andava sem rumo,
segundo seu coração
ela se sentia livre por estar ali.

Mesmo que estivesse fugindo,
mesmo que nem percebesse
o quanto se afastou de casa,
ela ia na direção mais escura,
a que lhe atraia como um imã.

Se sentia tentada a se tornar 
uma fugitiva, queria começar a correr, 
até sentir o sol em seu rosto.
E sem perceber, encontrou uma ponte,
que a separava de seu destino escolhido,
ela não sabia para onde ia.

Pela primeira vez, ficara na duvida.
 Tornaria sim ou não,
Uma fugitiva da vida?


Furacão de emoções


O tempo nublado,
o vento em forma de  sussurro,
ela estava ali,
o corpo  morto e sem som,
quieta e encolhida,
escondida de todos de fora.

Num furacão de emoções, 
 onde nem ele conseguia entrar,
o que sempre a amou,
o que ela sempre amou,
nunca mais o veria,
não da mesma forma.

Com os olhos inchados,
e com olheiras profundas,
ela se recusava a acreditar que 
o perdera, para sempre, em vão.

Tentando encontrá-la, e pedir perdão,
ele tentou entrar no furacão,
mas a machucara de uma forma 
que o furacão de emoções a sua volta,
ficou sólido como um muro,
onde nem ele poderia entrar.

Sem ter o que fazer,
ou a que recorrer, ele desistiu.
E perdeu seu amor, 
com o coração em mãos,
ele partiu sem rumo, sem alegria,
e em sua volta começava a se formar,
uma enorme ventania.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Feliz ano novo!!!


1º de janeiro, o dia mais esperado por tantos, e eu conheço quem o esperou só para se sentar no sofá e ver um filme, nem se importando com o trabalho de amanhã. Só curtindo e aproveitando um novo ano que está começando, cheio de alegria...
Receio que não posso dizer isso de mim, já que comecei meio tonta, bebi um espumante e como eu tenho uma tolerância baixa a álcool da pra saber o que aconteceu ...

-Sai de perto de mim -falei tonta, minha vó me segurou e eu senti minha cabeça girar.
-Vai dormir! Vem, vamos deitar -falou ela me puxando para o quarto da casa da minha prima.
-Não! Sai daqui! -falei indo para longe, e voltando pra sala pequena, onde minha mãe e parentes estavam dançando.
-Mãe! -falei começando a chorar -Eu estou tontaaa! -ela me abraçou e começou a rir.
"O que aconteceu?" -alguém perguntou.
"Bebeu champanhe e ficou assim, dois copos!" -falou tirando a mão do meu ombro e fazendo o numero dois.
-Mãe, foi uma garrafa inteira sozinha, e mais uns dois copos da primeira que abriu! -falei me soltando e caindo no sofá.
E olha que isso foi apenas o começo da histeria que eu arrumei lá.
Que Deus ilumine a todos, e espero que este blog, se encha de visitas!!!



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