-Louis! - quase gritou Natan, a irmã ainda dormia sobre sua cama, enrolada pelos edredons azuis com desenhos de carros de corrida com o homem aranha.
-Deixe a pequena quieta. - escutou a mãe dizer, o garoto de quatorze anos, ficou emburrado e se arrependeu de ter trago a menina para seu quarto, assim não teria nenhuma privacidade.
-Mas mãe... - ele resmungou e recebeu um olhar de desaprovação da mulher de cabelos dourados que caiam em seus ombros finos e desciam até seus cotovelos encolhidos junto ao corpo pelo frio da manhã.
-Nada de mas, vamos para a cozinha preparar o café da manhã, não é sempre que podemos nos dar o luxo de vê-la calma desta maneira. - disse a mãe olhando com um certo desconforto para a janela.
-Ela vive falando sozinha não é? Ela é louca? - o garoto perguntou temendo a resposta da mãe e então a abraçou.
-Vamos para baixo, lá conversaremos melhor, querido. - ela disse alisando os cabelos castanhos escuros do filho e girando o corpo indo em direção a porta.
Descendo já as escadas, Natan dera uma ultima olhada para a porta de seu quarto entreaberta e teve o vislumbre do urso de sua irmã sentado sobre a cama com a menina.
Não lembrava de ela tê-lo trago consigo na noite anterior.
-Phill, ela esta dormindo. - disse a mãe ao encontrar o marido com o jornal em mãos, e uma xícara de café sobre a mesa.
-Isso é bom, Maire sente-se e coma uma torrada, comprei biscoitos recheados como você gosta Natan.
-Obrigado pai! - exclamou o garoto indo para seu lugar na mesa, e pegando um pacote fechado de biscoitos que ele chamava de Up.
A televisão estava ligada, ninguém assistia, o ruido de noticias ruins incomodava a família, então preferiam fingir que eram apenas ruídos idiotas de uma cidade nova.
Natan, estava sentado no balanço na frente de sua casa, um pouco depois do jardim de sua mãe , ele se divertia, ou pelo menos tentava, até direcionar o olhar para a janela de seu quarto e ver Louis o encarando, quando Natan se levantou do balanço, as cortinas de seu quarto se fecharam instantaneamente, o assustando tempo o suficiente para ver um sorriso curto nos lábios da irmã mais nova.
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